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Pesquisa Datafolha revela que polarização política persiste e terceira via enfrenta dificuldades

Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha indica que as eleições de 2026 continuarão marcadas pela polarização entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro,...

O Instituto Datafolha divulgou na sexta-feira (24) uma pesquisa que aponta que as eleições de 2026 para Presidente da República devem manter a polarização política no Brasil. Os dois principais grupos políticos, liderados por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), concentram mais de 70% dos votos válidos do eleitorado, refletindo uma tendência já observada em levantamentos anteriores.

Diante desse cenário, a chamada "terceira via" não consegue obter uma aceitação significativa e apresenta índices abaixo de 10% entre os eleitores. Os candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) foram os que mais se destacaram na pesquisa, mas ambos registraram apenas 4% das intenções de voto, o que os coloca tecnicamente empatados com Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), que obtiveram 2%. Também aparecem com 1% cada um Samara Martins (UP), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO).

No que se refere aos eleitores que se identificam como de Centro, a pesquisa revela uma dificuldade em escolher um candidato. Mesmo as opções da terceira via não atraem essa parcela do eleitorado. Ronaldo Caiado e Romeu Zema somam 7% das intenções de voto entre os centristas, enquanto Renan Santos e Augusto Cury têm 5%. Lula lidera com 31% e Flávio Bolsonaro aparece com 17% neste segmento.

Os eleitores de Centro são considerados cruciais para o resultado das eleições, especialmente em um possível segundo turno, pois representam 17% da população brasileira apta a votar. A pesquisa também mostra que, se o pleito ocorresse hoje, 22% dos centristas afirmaram que votariam nulo ou em branco, um número que é de 10% entre o total do eleitorado.

Com o início da campanha eleitoral em rádio e televisão programado para 28 de agosto, espera-se que os números mudem, mas a atenção dos candidatos deverá se concentrar nos eleitores que não se identificam nem com o petismo nem com o bolsonarismo, que compõem uma parte significativa do eleitorado.

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