Um levantamento realizado pelo Datafolha, divulgado no último sábado (20), revelou que 38% dos eleitores brasileiros fazem uma avaliação negativa da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Em contrapartida, 32% dos entrevistados consideram a gestão atual como positiva, enquanto 29% a classificam como regular.
Em comparação com a pesquisa anterior, os índices de avaliação negativa e positiva se mantiveram estáveis. A única alteração significativa foi observada na percepção regular da gestão, que subiu de 28% para 29%. Esse aumento se reflete especialmente entre aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos, onde a avaliação positiva do governo caiu de 39% para 36%, enquanto a negativa aumentou de 28% para 31%.
Além disso, os dados indicam um crescimento na reprovação do governo federal, que passou de 48% para 49%. A taxa de aprovação, por sua vez, permaneceu inalterada em 48%. Um total de 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar sobre a gestão.
O estudo também comparou a atual administração de Lula com seus mandatos anteriores, de 2003 a 2010. Apenas 5% dos entrevistados consideraram que a gestão atual é “muito melhor” do que a de 2003, enquanto 27% a classificaram como “melhor”. No entanto, 25% afirmaram que o atual governo é “pior” do que o primeiro, e 19% consideraram que é “muito pior”. Outros 21% acharam que a situação se mantém “igual”.
O Datafolha destacou que a avaliação positiva de Lula no presente é inferior aos níveis registrados em seus dois mandatos anteriores. Em 2006, a aprovação estava em 39%, e em 2010, atingiu 76%. Com a exceção do ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja avaliação negativa foi de 47%, a reprovação atual de Lula supera a de todos os outros presidentes desde o governo do ex-chefe do Executivo Fernando Henrique Cardoso, que começou em 1995.
A coleta de dados aconteceu entre os dias 17 e 18 de junho, com a participação de 2.004 pessoas em entrevistas presenciais. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com uma taxa de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 23 de junho, sob o número BR-09956/2026.







