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Pescador pensa que cachorro está se afogando e descobre onça-pintada nadando

Um pescador teve uma surpresa ao se aproximar de um animal que nadava pelo Rio Paraná, na região de Porto São José, distrito de São Pedro do...


Um pescador teve uma surpresa ao se aproximar de um animal que nadava pelo Rio Paraná, na região de Porto São José, distrito de São Pedro do Paraná, no Noroeste do estado. O homem acreditou inicialmente que se tratava de um cachorro que estaria se afogando, mas descobriu que era uma onça-pintada.

O flagrante mostra o felino atravessando o rio próximo à embarcação. Ao perceber o animal na água, o pescador decidiu se aproximar para verificar a situação. Somente quando chegou mais perto identificou a onça.

“Eita bichona bonita, rapaz. Vi de longe e achei que era um cachorro se afogando”, comenta o pescador durante a gravação.

Nas imagens, a onça aparece com grande parte do corpo submersa, mantendo a cabeça e parte das costas fora da água enquanto segue em direção à outra margem. Mesmo com o barco próximo, o animal não interrompe a travessia.

Apesar de a cena chamar atenção, nadar faz parte das habilidades da onça-pintada (Panthera onca), que é capaz de atravessar rios e outros cursos d’água durante seus deslocamentos. A presença do animal na água, portanto, não indica necessariamente que estivesse em dificuldade.

O registro também chama atenção porque a região de Porto São José tem outros relatos recentes de onças-pintadas. Em agosto de 2025, dois animais, possivelmente uma fêmea e um filhote, foram filmados atravessando o Rio Paraná no mesmo trecho. Na ocasião, um biólogo do Comafen avaliou que as imagens eram compatíveis com mãe e filhote.

Outros flagrantes também foram registrados no Noroeste do Paraná, incluindo animais observados nas proximidades de Porto Natal, em Querência do Norte.

A onça-pintada é o maior felino das Américas e ocupa áreas de mata e regiões próximas a rios e ambientes úmidos. A espécie depende de áreas preservadas, disponibilidade de presas e corredores naturais para se deslocar.

No caso registrado em Porto São José, não há indicação de que o animal estivesse ferido ou precisasse de resgate. A recomendação em encontros com animais silvestres é evitar a aproximação e não tentar interferir no deslocamento do felino.

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Fonte:Paraná Jornal

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