A Polícia Científica de Santa Catarina divulgou um relatório sobre o cão Orelha, descartando a possibilidade de fraturas provocadas por ação humana. A análise, realizada pelos peritos Igor de Salles Perecin e Paulo Eduardo Miamoto Dias, não conseguiu determinar a causa exata da morte do animal.
Os especialistas também refutaram rumores de que o cão teria sido atingido na cabeça por um prego, afirmando que tal situação resultaria em uma fratura circular no crânio, o que não foi observado. Apesar da ausência de fraturas, os peritos destacaram que isso não exclui a possibilidade de agressão ao animal.
A exumação do cão foi realizada a pedido do Ministério Público de Santa Catarina, no âmbito da investigação sobre as circunstâncias da morte. Um adolescente de 15 anos é acusado de espancar o cachorro em janeiro na Praia Brava, em Florianópolis.
A Polícia Civil não apresentou provas que incriminassem os adolescentes envolvidos, mesmo após a análise de mais de mil horas de gravação. O MPSC identificou lacunas na apuração e o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, está sob investigação por quebra de sigilo funcional, o que levanta a necessidade de mais esclarecimentos no caso.






