Na representação, Da Costa enfatiza que a investigação criminal já é motivo suficiente para que a Câmara inicie um procedimento ético-disciplinar. Ele argumenta que a apuração interna deve ser independente da esfera penal, ressaltando a importância de um processo que mantenha a integridade da instituição.
O vereador aponta que as suspeitas levantadas configuram possíveis violações ao Código de Ética e ao Decoro Parlamentar. Entre as alegações, estão a utilização do mandato para obter vantagens indevidas e o uso da estrutura administrativa para interesses pessoais, ações que comprometeriam a dignidade do cargo público.
O pedido de cassação foi protocolado em um momento em que o Gaeco havia realizado 13 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados, incluindo o gabinete da Presidência da Câmara. A operação trouxe à tona um debate intenso sobre a ética na política paranaense, especialmente em um contexto onde a confiança nas instituições é frequentemente questionada.
De acordo com informações do Ministério Público, a investigação sugere que Tico Kuzma teria solicitado cerca de R$ 3 mil para indicar pessoas a cargos comissionados na estrutura do Executivo municipal, além de receber repasses mensais. A apuração continua em curso, e a fase inicial de coleta de informações se faz necessária para determinar se há bases suficientes para a abertura de um processo disciplinar por quebra de Decoro Parlamentar.
Em resposta às acusações, Tico Kuzma se pronunciou no plenário da Câmara Municipal, afirmando não ter conhecimento detalhado sobre a investigação. Ele destacou que sua atuação sempre foi pautada pela honestidade e transparência, e garantiu que a Câmara colaborará plenamente com as autoridades. Kuzma ainda insinuou que a operação poderia estar relacionada à criação de narrativas com o objetivo de prejudicar sua imagem, especialmente em um período próximo às eleições, sem mencionar diretamente o pedido de cassação.







