A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou uma mulher, de 35 anos, por coautoria no feminicídio de uma adolescente, de 15, e por fraude processual em General Carneiro, no Sul do Estado. O crime ocorreu no dia 26 de janeiro de 2025 e a conclusão do inquérito foi divulgada nesta semana.
A investigação teve início após o registro do desaparecimento da adolescente. No dia seguinte, a vítima foi localizada morta, apresentando sinais de estrangulamento no pescoço.
Durante as diligências, foram reunidas provas testemunhais, telemáticas, periciais e comportamentais que indicaram inconsistências na versão inicialmente apresentada pelos envolvidos.
De acordo com o delegado da PCPR Thiers Andregotti, a adolescente, o pai adotivo e a madrasta retornaram juntos de uma confraternização realizada em Porto União, em Santa Catarina, horas antes do crime.
Após o retorno à residência da família, ocorreu uma discussão envolvendo a vítima e os investigados. A partir desse momento, teria sido construída uma falsa narrativa de desaparecimento para ocultar a dinâmica dos fatos.
“Três dias após o crime, o pai adotivo da adolescente morreu. Antes do falecimento, ele gravou um vídeo assumindo a autoria do homicídio e afirmando que a companheira não teria participação no caso. No entanto, a investigação identificou elementos que apontam para o possível envolvimento da mulher na prática criminosa e em ações posteriores destinadas a dificultar a apuração dos fatos”, completou o delegado.
Entre os elementos reunidos, estão análises de aparelhos celulares, imagens de monitoramento, mensagens extraídas de dispositivos eletrônicos e diligências relacionadas à suposta destruição de provas. Também foram periciados objetos recolhidos durante a investigação, alguns deles com vestígios de sangue humano.
Ao final do inquérito, a autoridade policial concluiu haver indícios suficientes de que a investigada teria concorrido para a prática do feminicídio, além de atuar na ocultação de elementos relevantes para a investigação. Ela foi indiciada por feminicídio em concurso de agentes e por fraude processual.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para análise e adoção das medidas cabíveis. A investigada responde ao procedimento sob monitoramento eletrônico.
DENÚNCIAS – A PCPR reforça o compromisso com a proteção de crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência. Denúncias podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia.
Se o crime estiver acontecendo neste momento, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.
Fonte:Polícia Civil do Paraná







