O Pastor Márcio Poncio, conhecido nas redes sociais, foi preso na manhã desta quinta-feira (2) após ser acusado de repassar informações sigilosas ao Comando Vermelho (CV) e de ter ligações com a Máfia do Cigarro. A detenção ocorreu durante a Operação Unha e Carne, que visava desmantelar uma rede criminosa no Rio de Janeiro.
Além de Márcio Poncio, também foram detidos o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o contraventor Adilsinho. A investigação revelou que o nome do pastor estava vinculado a documentos relacionados à Máfia do Cigarro, aumentando as suspeitas sobre sua participação em atividades ilícitas.
A operação, que incluiu a prisão do pai da Família Poncio, cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, todos autorizados pelo Superior Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal (PF) investiga possíveis pagamentos indevidos, doações eleitorais e um esquema de lavagem de dinheiro que poderia estar em operação.
De acordo com informações da PF, o ministro Alexandre de Moraes determinou o sequestro de bens e valores relacionados aos suspeitos, com um limite estabelecido de R$22 milhões. Essa medida tem como objetivo garantir que recursos obtidos de forma ilícita não sejam utilizados para fins legais ou para financiar atividades criminosas.
Márcio Poncio é pastor da Igreja da Nuvem e pai do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K, e da deputada estadual Sarah Poncio, que também é influenciadora digital. A Família Poncio é frequentemente mencionada nas redes sociais devido a polêmicas envolvendo traições e gravidez, sendo que Simone Poncio, esposa do pastor, está grávida aos 50 anos.
A detenção de Márcio Poncio e as investigações em curso levantam questões sobre a infiltração de organizações criminosas em diferentes setores da sociedade, incluindo o religioso e o político, no estado do Rio de Janeiro.







