O Partido Liberal (PL) protocolou uma nova ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando possíveis práticas de conduta vedada e propaganda eleitoral antecipada. A ação questiona uma entrevista que o chefe do Executivo concedeu em 14 de abril de 2026 a veículos considerados próximos ao governo, como Brasil 247, Revista Fórum e Diário do Centro do Mundo.
No documento, registrado em 21 de abril, a legenda argumenta que o encontro, que deveria ter caráter institucional, acabou assumindo um tom de campanha. O PL afirma que o presidente utilizou a estrutura do Executivo e símbolos oficiais para reforçar sua possível candidatura à reeleição, além de atacar adversários políticos.
A representação do partido, que é ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, menciona que essa conduta viola o artigo 73 da Lei das Eleições (Lei 9.504/97), que proíbe o uso de bens e serviços públicos em benefício de candidaturas. O caso foi encaminhado à ministra Estela Aranha, que ficará responsável pela relatoria.
Entre os pontos levantados pelo PL, destaca-se o uso de espaço público, visto que a entrevista ocorreu dentro do Palácio do Planalto e foi divulgada em canais oficiais, incluindo a Agência Brasil e o portal Gov.br. Além disso, o partido cita trechos em que Lula menciona um “futuro quarto mandato” e expressa um “compromisso moral e cristão” de impedir a volta de um “fascista” ao poder.
A ação também critica as declarações do presidente direcionadas à oposição, com citações diretas a figuras como o senador Flávio Bolsonaro, e argumenta que há um desequilíbrio na disputa, já que os adversários não têm acesso à mesma estrutura institucional para se expressar.
Como medidas, o PL solicita ao TSE que conceda uma liminar para a remoção dos vídeos da entrevista das redes oficiais do governo e dos perfis pessoais do presidente. Além disso, o partido pede que Lula seja impedido de realizar atos com conteúdo eleitoral utilizando a estrutura do Planalto, e requer a aplicação de multa em caso de descumprimento da legislação eleitoral.





