No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, destaca-se a importância da igualdade de gênero no campo científico. Embora as mulheres representem apenas 33,3% das pesquisadoras no mundo, o Paraná apresenta um cenário de transformação, resultado de políticas públicas e investimentos em ciência, tecnologia e inovação.
A Fundação Araucária tem sido fundamental no aumento da presença feminina nas universidades e em projetos de pesquisa no Estado. Nos dados acadêmicos, 51% do corpo docente das universidades estaduais paranaenses é composto por mulheres, e 59% dos estudantes de graduação são do sexo feminino. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), as mulheres lideram a coordenação de projetos de pesquisa, evidenciando seu protagonismo na produção científica.
Carla Pavanelli, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais da UEM, ressalta a importância da presença feminina em posições de liderança na ciência. Ela destaca a mudança gradual desse cenário e sua participação nessa transformação, enquanto o Programa de Pós-Graduação mantém nota máxima na avaliação quadrienal da Capes.
Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), 61% dos estudantes de pós-graduação são mulheres. Mariangela Hungria, professora do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia e Biotecnologia, foi laureada com o Prêmio Mundial da Alimentação em 2025. Ela acredita que a agricultura do futuro deve incorporar qualidades femininas, enfatizando a responsabilidade na produção e a preservação do meio ambiente.





