O verão de 2011 foi marcado por intensas chuvas que resultaram em deslizamentos e enchentes no Litoral do Paraná, afetando especialmente os municípios de Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaratuba. Com acumulados de até 398 mm em dois dias, mais de 10 mil pessoas foram desalojadas e 2.500 desabrigadas, levando a Defesa Civil Estadual a implementar novas iniciativas para prevenir futuras tragédias.
A partir do episódio conhecido como Águas de Março, a Defesa Civil desenvolveu o Sistema Informatizado de Defesa Civil (SISDC) e o Plano de Contingência Online. Essas ferramentas permitem que os 399 municípios do Paraná mapeiem áreas de risco e atualizem planos de evacuação, facilitando a compreensão da população sobre rotas de saída e locais seguros em caso de desastres.
Em 2015, o SISDC recebeu um prêmio da ONU por seu papel na gestão de desastres naturais, consolidando-se como um banco de dados sobre ocorrências desde a década de 1980. Este sistema é fundamental para a gestão de ocorrências e ajuda humanitária, garantindo acesso a informações essenciais.
Além disso, o Paraná tornou-se pioneiro no envio de alertas por SMS, WhatsApp e Telegram, além de testar a tecnologia Cell Broadcast para avisos em situações de emergência. Essas inovações foram desenvolvidas como resposta à tragédia de 2011, com o objetivo de aprimorar a resposta a desastres futuros.






