Ação da Polícia Científica em conjunto com a Polícia Penal e Polícia Civil visa atualizar o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).
O Paraná expandiu seu banco de perfis genéticos criminais em 15% no último ano, visando auxiliar na elucidação de crimes e prevenção da violência.
A Polícia Científica do Paraná (PCIPR), em parceria com a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR), intensificou a coleta de material genético de pessoas privadas de liberdade em Foz do Iguaçu. Essa ação faz parte da atualização contínua do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).
A diretora-geral da PPPR, Ananda Chalegre, enfatiza que a coleta representa um avanço tecnológico na gestão prisional, identificando condenados por crimes dolosos, violentos ou contra a dignidade sexual. O procedimento é obrigatório e contribui para a elucidação de crimes e prevenção da violência.
Ampliação e Resultados
Em 2025, coletas foram realizadas em diversas cidades, incluindo Cascavel e Curitiba, adicionando cerca de 2000 novos perfis ao BNPG. O chefe da Unidade de Execução Técnico-Científica de Foz do Iguaçu, Raul Lessa, explica que o objetivo é inserir perfis genéticos de condenados no banco para auxiliar na elucidação de crimes.
A coleta é feita de forma indolor, através de saliva, respeitando a dignidade do custodiado.
O Paraná registrou um crescimento significativo de 82% na categoria de referências criminais em 12 meses, alcançando 8.426 perfis. No total, o estado possui 11.201 perfis genéticos inseridos no BNPG.
A utilização dessas bases de dados tem permitido conexões entre crimes e a identificação de autores, como no caso de Rachel Genofre, solucionado anos após o crime.
Até maio de 2025, a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) registrou 10.661 coincidências confirmadas, auxiliando em 7.673 investigações em todo o país. O Paraná contribuiu com 519 dessas investigações através de perfis coletados no estado.






