O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, Nelson Matias, reafirmou a intenção de manter a participação de crianças e adolescentes na Parada, que será realizada na Avenida Paulista. Durante uma coletiva de imprensa na terça-feira, 26, Matias criticou o projeto de lei que propõe a proibição da presença de menores no evento, mesmo que acompanhados por responsáveis.
A manifestação dos organizadores surge após a Câmara Municipal de São Paulo ter aprovado, em primeira votação, uma proposta que visa restringir eventos com temática LGBT a ambientes fechados. De autoria do vereador Rubinho Nunes, do União Brasil, a proposta ainda cria uma classificação indicativa para eventos destinados a maiores de 18 anos e estabelece uma multa de até R$ 1 milhão para promotores que não cumprirem a nova regra.
A Parada LGBT+ está marcada para o dia 7 de junho, com início às 10h, e celebra seus 30 anos de existência. Para esta edição, a associação escolheu o lema “A rua convoca, a urna confirma”, com o objetivo de tornar o evento mais político. Matias enfatizou a necessidade de resistir às iniciativas legislativas que tentam restringir o movimento.
Além da presença de crianças, a organização também confirmou a participação de artistas renomados, como Gloria Groove, Melody, Pepita e o ator Diego Martins, que se apresentarão em trios elétricos durante a festividade. Para que a proposta de lei que limita a participação de menores se torne efetiva, ela ainda precisa passar por um segundo escrutínio na Câmara Municipal antes de ser enviada ao gabinete do prefeito.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, do MDB, declarou não ter conhecimento sobre a tramitação do projeto de lei na Câmara. Durante um evento público ao lado do governador Tarcísio de Freitas, Nunes minimizou a urgência do assunto e não se posicionou sobre um possível veto ou sanção da proposta, caso ela chegue à sua mesa. O prefeito também fez uma crítica à postura de Rubinho Nunes, afirmando que o vereador busca apenas atenção da mídia ao apresentar propostas polêmicas. Nunes considerou improvável que a proibição avance nas comissões internas da Câmara.







