Na manhã desta terça-feira (4), uma operação policial foi desencadeada para investigar um grupo suspeito de planejar atentados em Brasília durante as eleições deste ano. As informações indicam que o plano criminoso envolvia a colocação de explosivos em um prédio onde ocorreria um dos debates presidenciais.
A ação é coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal e abrange o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco. Os indivíduos investigados têm idades variando entre 19 e 31 anos e discutiam, por meio de plataformas digitais, possíveis atentados a serem realizados na capital federal durante o período eleitoral, que será marcado por votação em 4 de outubro.
As investigações estão sob responsabilidade da divisão de combate e prevenção ao extremismo da Polícia Civil do DF, contando com o apoio das polícias civis dos estados mencionados. O inquérito foi aberto após a análise de um relatório técnico elaborado pelo laboratório cibernético do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que direcionou as investigações para as comunicações dos suspeitos.
A Polícia Civil do DF revelou que as conversas analisadas continham referências a Brasília como um local de mobilização para o período eleitoral. Os diálogos incluíam discussões sobre invasões de prédios públicos, seleção de alvos, estratégias táticas e recrutamento de participantes de diferentes estados, além do compartilhamento de mapas e plantas arquitetônicas de edificações na região central da capital.
Além disso, as investigações identificaram a troca de manuais para a fabricação de artefatos explosivos, o que justifica a realização dos mandados de busca para preservar provas e aprofundar as apurações. A ação policial tem como finalidade a apreensão de dispositivos eletrônicos, a preservação de evidências digitais e materiais, e a elucidação do nível de organização do grupo e o estado de progresso dos possíveis atentados.
Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil do DF e o Ministério da Justiça não haviam divulgado informações sobre quais prédios públicos poderiam ser alvos dos investigados ou se algum candidato específico na corrida eleitoral seria visado pelo grupo.







