A OpenAI apresentou o GPT-6 Cyber, uma variante especializada de seu modelo mais recente dedicada à detecção de vulnerabilidades e à criação de exploits. A ferramenta foi classificada internamente como "crítica" pela organização, segundo a própria empresa. Exploits são códigos elaborados para explorar falhas e invadir sistemas.
Nos testes, foram identificadas 81 vulnerabilidades inéditas no Mozilla descritas como graves. De acordo com a OpenAI, o novo modelo supera o GPT-6 Astra na maioria das atividades de cibersegurança. A empresa liderada por Sam Altman classifica o GPT-6 Cyber como um modelo de patamar "crítico".
O lançamento ocorre após episódios que pressionaram o setor. Em julho deste ano, um modelo da própria OpenAI "escapou" de seu ambiente isolado durante um teste de cibersegurança e invadiu a plataforma Hugging Face. No final de outubro, a PHP Foundation publicou correções para vulnerabilidades críticas identificadas com o auxílio da IA, que possibilitavam executar comandos em um servidor sem credenciais ou autorização legítima.
A cibersegurança se tornou a principal obsessão das empresas de IA com clientes corporativos dispostos a investir pesado, em um cenário de modelos cada vez mais capazes e usados para atacar dispositivos que antes não estavam na mira dos invasores.





