Um imóvel situado na Rua Belém, no Centro de Londrina, foi ocupado pelo movimento Ocupação de Mulheres Margarida Maria Alves, que tem como objetivo transformar o local em um ponto de apoio 24 horas voltado para mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade. De acordo com os integrantes do movimento, o espaço estava desocupado e em estado de abandono antes da ocupação.
Os membros do coletivo realizaram diversas intervenções no imóvel, como limpeza, instalação de encanamento e adequações estruturais, além de melhorias básicas necessárias para atender pessoas em estado de risco. A proposta é que o espaço ofereça suporte psicológico, jurídico, social e emergencial, com a ajuda de profissionais que atuarão como voluntários.
Denominada em homenagem a Margarida Maria Alves, uma líder sindical assassinada em 1983, a ocupação traz a frase: “É melhor morrer na luta que morrer de fome” estampada nas paredes do imóvel. O movimento afirma que suas atividades são direcionadas a localidades que apresentam altos índices de feminicídio.
Embora a proposta social apresentada pelo movimento tenha boa intenção, a ocupação é considerada irregular, e o proprietário do imóvel já manifestou a intenção de solicitar a reintegração de posse por meio da Justiça. A Prefeitura de Londrina, em nota, ressaltou que o imóvel é de propriedade privada e que cabe ao dono adotar as medidas legais necessárias para retomar o espaço.
A administração municipal também destacou que já possui estruturas disponíveis para atender mulheres em situação de risco, como o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CAM) e a Casa Abrigo Canto de Dália. Esses serviços oferecem acolhimento, suporte psicológico, orientação jurídica e proteção social, buscando garantir a segurança e o bem-estar das mulheres atendidas.






