O novo regime tarifário dos Estados Unidos, que começou a valer nesta terça-feira, isenta 46% dos produtos brasileiros exportados para o país. Essa mudança foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e inclui itens como aeronaves, que agora têm alíquota zero para importação, além de setores industriais e do agronegócio.
A alteração nas tarifas ocorre após uma decisão da Suprema Corte que considerou que Donald Trump havia violado a lei federal ao impor taxas de importação. As tarifas globais foram inicialmente fixadas em 10% e elevadas a 15%, mas a falta de uma assinatura formal por parte do presidente mantém a taxa atual em 10%.
Cerca de 25% das exportações brasileiras, que equivalem a US$ 9,3 bilhões, estarão sujeitas à tarifa global de 10%, podendo ser aumentada para 15%. Já 29% das exportações, totalizando US$ 10,9 bilhões, continuam com tarifas setoriais sob a Seção 232, que se aplica a produtos como aço e alumínio.
Antes das mudanças, aproximadamente 22% das exportações brasileiras enfrentavam sobretaxas entre 40% e 50%. A isenção para aeronaves é um dos principais benefícios do novo regime, tendo esse produto sido destacado como um dos principais itens da pauta exportadora brasileira para os EUA nos próximos anos.






