O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, divulgou nesta quinta-feira (21) novas diretrizes para a doação de sangue no Brasil, que visam atualizar e flexibilizar os critérios de elegibilidade dos doadores. As mudanças, que entram em vigor a partir de 30 de setembro, foram anunciadas em um vídeo nas redes sociais e incluem a redução do período de impedimento para pessoas que fizeram tatuagens, tiveram certos tipos de câncer ou tuberculose, além de regulamentações para quem utiliza medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.
Uma das mudanças mais significativas refere-se ao período de espera após a realização de tatuagens. Atualmente, esse prazo pode chegar a um ano, mas com a nova norma, a doação poderá ser realizada após apenas sete dias, desde que a tatuagem tenha sido feita em um local que cumpra as normas sanitárias. Padilha ressaltou que "quem acabou de fazer uma tatuagem vai poder salvar quatro vidas, porque as regras de doação de sangue mudaram".
Os candidatos à doação deverão informar ao hemocentro sobre o local onde realizaram a tatuagem, para que possam ser verificadas as condições do estabelecimento. Na ausência dessa comprovação, o prazo de espera será de quatro meses. Além das tatuagens, a regra de sete dias se aplicará a procedimentos como maquiagem definitiva e algumas intervenções estéticas, desde que realizadas de forma segura. Para piercings na boca ou na região genital, a doação poderá ocorrer quatro meses após a retirada.
As novas regras também trazem mudanças para pessoas que tiveram câncer. Na maioria dos casos, será permitido voltar a doar sangue após cinco anos de remissão ou cura, desde que não haja doença ativa. No entanto, essa flexibilização não se aplica a melanomas e neoplasias hematológicas. Para aqueles que tiveram tuberculose, o prazo de espera será de dois anos após a cura.
Uma novidade importante é que doadores regulares com mais de 70 anos poderão continuar a realizar doações, desde que estejam saudáveis e considerados aptos na avaliação clínica do serviço de hemoterapia, já que atualmente essa idade é vista como um limite para doação.
Além disso, a nova portaria estabelece critérios para quem utiliza medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Embora o uso desses remédios não impeça a doação, será necessário respeitar períodos de espera após o início do tratamento, aumento da dose ou em casos de efeitos adversos. Essas atualizações visam aprimorar a segurança tanto para doadores quanto para receptores de sangue.





