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Nova diretoria do Observatório Social de Foz do Iguaçu foca em transporte e saúde

Haralan Mucelini assume a presidência do Observatório Social do Brasil em Foz do Iguaçu e promete monitorar o transporte coletivo e revisar o modelo de saúde pública...

Haralan Mucelini foi eleito presidente do Observatório Social do Brasil em Foz do Iguaçu (OSB-FI) para o período de 2026 a 2028, sucedendo Jaime Nascimento. A eleição, realizada na última terça-feira, 26, contou com a aprovação unânime das instituições e empresas que mantêm a entidade.

Ao assumir a presidência, Mucelini elogiou o trabalho da diretoria anterior e enfatizou que a nova gestão irá concentrar esforços no transporte coletivo e nos desafios enfrentados na saúde pública da cidade. Ele expressou preocupação quanto ao sistema de ônibus, afirmando que o Observatório continuará a monitorar os contratos e o processo de licitação, destacando que há receios sobre uma possível licitação que possa resultar em custos elevados e serviços de baixa qualidade.

O novo presidente também comentou que decisões de administrações passadas ainda impactam a situação atual do transporte coletivo em Foz do Iguaçu. Em relação à saúde pública, Mucelini planeja promover uma discussão mais aprofundada sobre o modelo de gestão plena que foi adotado pelo município há duas décadas, ressaltando a necessidade de revisar esse modelo para evitar o agravamento do déficit e prejuízos no atendimento à população.

O Observatório ocupa atualmente a 845.ª posição no ranking de qualidade de vida, e Mucelini reforçou a importância da participação da comunidade nas ações de controle social e na supervisão dos gastos públicos. "Nossa arrecadação cresce, mas os serviços não acompanham essa evolução. O voluntariado é fundamental", afirmou o novo presidente.

Durante a assembleia, Nascimento apresentou um balanço das atividades realizadas nos últimos dois anos, incluindo o reconhecimento nacional que a entidade recebeu em 2025 na área de transparência. Ele destacou a atuação do Observatório em temas relevantes para a cidade, como o acompanhamento de contratos públicos, saúde e transporte coletivo, além de questionamentos sobre os gastos com grandes eventos promovidos pelo município.

Na assembleia, também foi apresentada a pesquisa de conclusão de curso da administradora Ana Júlia Vitorassi, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), que teve o Observatório Social como tema de estudo. A acadêmica afirmou que o trabalho da entidade fortalece o controle social e estimula a participação cidadã na fiscalização do poder público.

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