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Negociações para vice de Flávio Bolsonaro com Tereza Cristina enfrentam obstáculos

As tratativas entre Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina para que a senadora do PP seja vice na chapa presidencial estão paralisadas devido à posição da diretoria do...

As negociações envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tereza Cristina (PP-MS) para que a senadora ocupe a vaga de vice na chapa presidencial encontram-se em um impasse, causado pela diretoria do Progressistas. A Federação União Progressista tem insistido em manter uma postura neutra na disputa presidencial deste ano e, por isso, não demonstrou interesse em liberar a parlamentar para essa composição.

De acordo com informações, o PL tem intensificado as conversas com o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), e outras lideranças da federação, na tentativa de consolidar uma aliança que pode afetar também as estratégias eleitorais em nível estadual. Com o prazo para o registro das candidaturas se encerrando na próxima quarta-feira (5), a definição sobre o vice de Flávio Bolsonaro deve ocorrer na fase final das negociações.

Embora Tereza Cristina seja um dos nomes mais cogitados para a vice, a senadora nunca manifestou publicamente interesse em integrar a chapa. Recentemente, o PL, familiares de Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), têm trabalhado para convencê-la a aceitar essa proposta. Em uma nota divulgada, a senadora confirmou ter se reunido com Flávio e classificou o diálogo como “produtivo”, mas ressaltou que “nada foi decidido”.

Atualmente, o PL ainda não conseguiu estabelecer apoio formal de nenhum partido para a campanha de Flávio Bolsonaro. Se as negociações com a Federação União Progressista e outras legendas não se concretizarem até 5 de agosto, Flávio poderá ter até 20% a menos de tempo de propaganda eleitoral na rádio e na TV em comparação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já garantiu os apoios do PDT e do PSB, além do PV e PCdoB, que formam a Federação Brasil da Esperança.

Além do foco na Federação União Progressista, o PL busca também uma composição com o Republicanos. Contudo, mesmo com o apoio de Tarcísio de Freitas, a diretiva nacional do partido ainda não se comprometeu com a aliança.

As disputas nos palanques estaduais se tornaram um entrave significativo para os acordos em favor de Flávio Bolsonaro. No Nordeste, a presença de Flávio em eventos de candidatos a governos estaduais tem sido evitada devido à popularidade de Lula na região. Candidatos como ACM Neto (União) na Bahia, Ciro Gomes (PSDB) no Ceará e Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco já sinalizaram que não consideram a presença de Flávio em suas campanhas.

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