Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho discute disparidades de gênero no mercado de trabalho.
Mulheres são mais qualificadas, mas enfrentam barreiras na carreira. Congresso debateu a desigualdade de gênero no mercado de trabalho em Foz do Iguaçu.
A desigualdade de gênero no mercado de trabalho foi o tema central do IV Congresso Nacional e II Internacional da Magistratura do Trabalho, realizado em Foz do Iguaçu. Apesar de possuírem maior qualificação educacional, mulheres enfrentam dificuldades para ascender a cargos de liderança e, frequentemente, recebem salários inferiores aos dos homens.
A juíza Taciela Cylleno, do TRT do Rio de Janeiro, destacou que mulheres dedicam quase o dobro do tempo aos afazeres domésticos, mesmo sendo economicamente ativas. Essa sobrecarga dificulta o desenvolvimento profissional e contribui para a desigualdade salarial.
Estigma e Parentalidade
Outro ponto crucial abordado foi o estigma da parentalidade. A maternidade é frequentemente vista como um obstáculo para a carreira feminina, enquanto a paternidade é encarada como um bônus para os homens.
Essa percepção reforça a desigualdade e dificulta o avanço das mulheres no mercado de trabalho.
A desembargadora Adenir Carruesco ressaltou que a igualdade não pode ser apenas um conceito abstrato, e que ações afirmativas são necessárias para garantir oportunidades iguais para todos. Ela apresentou dados alarmantes, como o abandono de esposas com filhos autistas por parte de seus maridos em comunidades de baixa renda.
A discussão evidenciou a necessidade de uma mudança cultural e estrutural para promover a igualdade de gênero no mercado de trabalho. É preciso que homens e mulheres compartilhem as responsabilidades domésticas, que as empresas valorizem a maternidade e a paternidade, e que a sociedade como um todo combata o preconceito e a discriminação.






