Na última quinta-feira (18), uma mulher foi presa em Trindade, Goiás, após ser acusada de aplicar golpes ao alegar que sua filha, de apenas 3 anos, estava com câncer. Segundo as investigações, a suspeita promovia rifas e solicitava doações para custear o tratamento da criança, que na verdade não estava doente.
A prisão ocorreu durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar de Goiás. As autoridades estimam que a mulher tenha enganado cerca de 200 vítimas, arrecadando um total de R$17 mil em dinheiro. A mulher usava a história de que a filha havia sido diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda (LLA) para justificar os pedidos de ajuda financeira.
De acordo com as informações coletadas pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Catalão (GO), a mulher se integrava ao ambiente de academias de crossfit, onde contava a história do falso diagnóstico para conseguir as doações. Sua abordagem enganosa era tão convincente que uma colega de treino chegou a oferecer doação de medula óssea para a suposta criança doente.
A investigação revelou que a campanha de arrecadação era fundamentada em mentiras, visto que a criança não tinha nenhum tipo de câncer. A mulher foi presa sob a acusação de estelionato, e a investigação continua em andamento para apurar todos os detalhes do caso.
O caso levanta questões sobre a vulnerabilidade das pessoas em situações de comoção, especialmente em ambientes de comunidade, onde o sentimento de solidariedade pode ser explorado de forma criminosa. As autoridades alertam para a importância de verificar a veracidade das informações antes de realizar doações a campanhas semelhantes.







