Recentemente, o festival SXSW, realizado em Austin, EUA, trouxe à tona discussões sobre a nova forma de busca por produtos e serviços através de chats de Inteligência Artificial. Essa mudança representa uma evolução significativa em relação aos buscadores tradicionais utilizados ao longo das últimas décadas.
As gerações mais jovens, como GenZ e Alpha, já estavam adaptando seus hábitos de pesquisa, priorizando redes sociais e plataformas de conteúdo, como o YouTube. De acordo com dados apresentados durante o evento, cerca de 20% das buscas nos Estados Unidos por produtos e serviços estão sendo realizadas através de chats de IA, sinalizando uma rápida evolução que pode ser observada também no Brasil, onde a população é conhecida por sua rápida adaptação a novas tecnologias.
A mudança no comportamento dos consumidores traz à tona a necessidade de as marcas ajustarem suas abordagens. Quando um cliente utiliza um chat de IA, ele fornece um contexto mais rico em suas buscas. Por exemplo, ao procurar um vestido para um casamento, em vez de apenas especificar características como “vestido curto” e “tamanho P”, o cliente detalha a ocasião e suas preferências pessoais.
Esse novo formato de busca exige que as empresas aprimorem as descrições de seus produtos e serviços, de modo que a IA possa encontrar a melhor correspondência entre o que é oferecido e o que os consumidores procuram. Estamos saindo da era do SEO (Search Engine Optimization) para entrar em um novo ciclo, onde a IA terá um papel central na recomendação de compras.
Roger Zhu, da consultoria Bain & Company, levanta uma reflexão importante: no cenário de recomendações feitas pela IA, quem realmente mantém a relação com o cliente? Historicamente, a interação acontecia por meio de perguntas diretas dos consumidores às marcas. No entanto, a nova dinâmica coloca a IA no papel de influenciadora, decidindo o que é considerado relevante para o cliente.
Esse novo cenário apresenta desafios significativos, pois a IA opera de forma racional, sem emoções. Portanto, as marcas precisam SE preparar para essa nova fase no mercado. É fundamental que as empresas reflitam sobre seu nível de prontidão para essa transformação e SE avaliem nesse contexto, reconhecendo a importância de SE adaptarem às novas demandas do consumidor.





