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Mudanças na jornada de TRABALHO geram apreensão entre empresários do setor gastronômico

A possibilidade de acabar com a escala 6x1 levanta preocupações entre os donos de Bares e Restaurantes no Paraná. A ABRASEL destaca a necessidade de um diálogo...

As discussões em torno do possível fim da escala 6×1 no Brasil têm gerado inquietação em diversos setores da economia, especialmente entre os empresários de Bares e Restaurantes. Na região Centro Sul do Paraná, essa preocupação é acompanhada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), que clama por um debate cauteloso e equilibrado acerca do tema.

João Rogério, presidente da ABRASEL Centro Sul do Paraná, enfatiza que a conversa deve levar em conta não apenas a qualidade de vida dos trabalhadores, mas também a realidade operacional das empresas. O dirigente aponta que o setor possui características específicas que demandam flexibilidade nas jornadas de TRABALHO, visto que os estabelecimentos costumam operar em horários estendidos, incluindo finais de semana e feriados.

Rogério alerta que uma modificação no modelo vigente pode acarretar um aumento nos custos operacionais e dificultar novas contratações, especialmente para pequenos empresários, que constituem uma parte significativa do setor gastronômico da região. Ele ressalta a necessidade de um debate responsável, pois qualquer mudança pode impactar diretamente a sustentabilidade dos negócios.

Embora expresse preocupações, o presidente da ABRASEL não se opõe à discussão sobre a modernização das relações de TRABALHO. Ele defende que as mudanças sejam elaboradas em conjunto, com o intuito de preservar empregos, aumentar a produtividade e valorizar os colaboradores do setor.

"Acreditamos que é possível encontrar soluções que promovam o desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, mantenham os postos de TRABALHO, garantindo melhores condições para os profissionais", afirmou Rogério.

Adicionalmente, a ABRASEL Centro Sul do Paraná ressalta a importância do diálogo entre governo, empresários e trabalhadores. Essa interação é vista como essencial para que possíveis alterações na legislação trabalhista sejam viáveis, responsáveis e adequadas às diferentes realidades do mercado brasileiro.

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