A manobra ilícita tinha como objetivo permitir a exclusão dos dados probatórios armazenados no dispositivo –
O Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná ofereceu nesta quarta-feira, 9 de setembro, duas denúncias criminais contra três pessoas investigadas no âmbito da Operação Fim da Trilha. A ação apura o recebimento de vantagens indevidas e outros ilícitos envolvendo servidor lotado na 39ª Delegacia Regional de Polícia Civil, localizada em Bandeirantes, no Norte Pioneiro do estado.
As apurações que culminaram no oferecimento das denúncias tiveram origem a partir de um relatório encaminhado pelo 18º Batalhão de Polícia Militar. Ao longo das investigações, o Gaeco constatou que um investigador de polícia se valia da atuação de advogados para intermediar o recebimento de propina.
Em um dos episódios detalhados pelo MPPR, o servidor teria cobrado e efetivamente recebido R$ 10 mil para franquear o acesso de um advogado a um aparelho celular que havia sido apreendido e estava sob custódia da unidade policial. A manobra ilícita tinha como objetivo permitir a exclusão dos dados probatórios armazenados no dispositivo.
Outros crimes
Além dos crimes contra a administração pública, os fatos denunciados englobam delitos previstos no Estatuto do Desarmamento. No dia 23 de abril deste ano, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão expedidos no contexto da mesma operação nas cidades de Bandeirantes e Cambará, o investigador foi flagrado mantendo sob sua guarda no interior da delegacia, de forma irregular, um revólver e dezenas de munições de calibres variados, contemplando armamento de uso permitido e de uso restrito.
Os três investigados foram denunciados pela prática dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Junto aos pedidos de condenação criminal, o Ministério Público solicitou à Justiça a decretação da perda do cargo público do policial civil.
O MPPR requereu ainda o perdimento dos valores ilicitamente auferidos com o esquema criminoso e o arbitramento cumulativo de dano moral coletivo no valor de R$ 100 mil, montante que deverá ser revertido aos cofres do Estado do Paraná.
Com informações da Assessoria de Imprensa.
Fonte:A Rede PG





