A Defesa Civil liberou o retorno de moradores a 86 imóveis na região do Jaguaré, localizada na zona oeste de São Paulo, na noite de terça-feira, 12. A autorização ocorreu após vistorias realizadas em 105 residências que foram afetadas pela explosão ocorrida na segunda-feira, 11. O levantamento inicial indicou que cinco casas estão totalmente interditadas devido ao risco elevado de desabamento, enquanto outras 14 permanecem sob interdição cautelar.
A explosão teve como alvo a Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II e resultou na fatalidade de um homem de 49 anos. Além disso, três pessoas ficaram feridas, com uma delas em estado grave e recebendo atendimento no Hospital Regional de Osasco. Moradores relataram ter percebido um forte odor de gás horas antes do incidente, que comprometeu a tubulação da Comgás.
Os técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizaram uma classificação de risco, categorizando os imóveis em quatro níveis. As residências classificadas como nível verde estão aptas para retorno imediato, enquanto as de nível amarelo e laranja permitem que os moradores retirem seus pertences com acompanhamento. As casas marcadas com nível vermelho estão proibidas de serem acessadas devido aos danos estruturais significativos.
As Equipes da Sabesp e da Comgás estão colaborando nas inspeções para avaliar os danos e organizar o ressarcimento aos afetados. O trabalho de vistoria nas demais ruas impactadas será retomado na manhã de quarta-feira, 13, com o intuito de mapear todos os estragos materiais resultantes do incidente.
O Governo de São Paulo ampliou o auxílio emergencial imediato para R$ 5 mil por família. Até o momento, 194 pessoas se cadastraram para receber o benefício e kits de ajuda humanitária. O Fundo Social de São Paulo é o responsável pela distribuição de mantimentos e pelo suporte social em um posto de atendimento estabelecido na área.
As famílias que perderam suas residências ou que estão impedidas de retornar a seus imóveis foram encaminhadas para hotéis na região. Além do suporte financeiro, o estado oferece acompanhamento para as vítimas que continuam internadas em unidades da USP e no Hospital das Clínicas.







