O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um novo pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para prisão domiciliar humanitária. Na decisão, Moraes descreveu as atividades de Bolsonaro durante os primeiros 39 dias na Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como 'Papudinha'.
Entre os dias 15 de janeiro e 22 de fevereiro, Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos e teve visitas constantes de familiares e outras figuras públicas, incluindo 36 visitas de 'terceiros'. O ex-presidente também realizou 13 sessões de fisioterapia e 33 atividades físicas, além de ter assistência religiosa quatro vezes por semana.
Na decisão, o ministro destacou que os compromissos de Bolsonaro confirmam o laudo da Polícia Federal sobre seu quadro clínico. O ex-presidente relatou uma rotina que inclui acordar por volta das 5h, leitura de livros pela manhã e caminhadas à noite, além de dormir por volta das 22h.
Bolsonaro afirmou que só aciona os serviços de saúde quando estritamente necessário e elogiou as condições de custódia em comparação a sua anterior na Superintendência da PF. O ex-presidente também negou dificuldades com medicação e alimentação, relatando melhora no sono após o uso de CPAP.






