O transporte coletivo de GUARAPUAVA se tornou alvo de uma ação judicial que pode alterar a estrutura do serviço no município. O Ministério Público do Paraná (MPPR) protocolou uma ação civil pública visando a suspensão da prorrogação do contrato de concessão do transporte coletivo municipal, que foi estendido por dez anos na gestão do ex-prefeito Celso Góes. O contrato original, assinado em 2009, estava previsto para expirar em 15 de dezembro de 2024, mas foi prorrogado na mesma data em que a administração anterior se encerrava.
A prorrogação, realizada no que é conhecido como "APAGAR das LUZES" da gestão anterior, é contestada pelo MP, que argumenta que a decisão foi tomada de forma irregular. A ação foi elaborada pelo Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), juntamente com as 7ª, 8ª e 11ª Promotorias de Justiça de GUARAPUAVA, tendo como alvos o Município e a empresa responsável pelo serviço.
O MPPR ressalta que a extensão do contrato por uma década contraria pareceres técnicos de órgãos de fiscalização. Documentos da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes e da Procuradoria-Geral do Município indicavam que uma prorrogação deveria ser limitada a, no máximo, dois anos. Esse tempo seria adequado para que a PREFEITURA pudesse organizar um novo processo licitatório.
A situação é ainda mais grave, considerando que a PREFEITURA já havia investido R$ 648,5 mil em uma consultoria especializada para a elaboração do novo processo licitatório antes da prorrogação. Além disso, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná, em 2024, orientou a realização de uma nova licitação e o início de uma nova concessão, destacando problemas na concessão vigente.
A atual administração de GUARAPUAVA declarou que não concordava com a extensão do contrato por dez anos e que já havia levantado questionamentos sobre o aditivo contratual e os valores envolvidos. Essa posição da nova gestão se alinha com as recomendações feitas pelos órgãos de controle, evidenciando um esforço em garantir a transparência e a legalidade no uso dos recursos públicos na cidade.





