O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) optou por não seguir com a ação contra Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark. Em um debate de 2022, Monark declarou que o "nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido por lei" e que "se o cara quiser ser um anti-judeu, eu acho que ele tinha direito de ser".
Inicialmente, suas falas foram consideradas discurso de ódio com conteúdo antissemita, resultando em um pedido de condenação a R$ 4 milhões por danos morais coletivos. No entanto, em manifestação no processo, o promotor de Justiça Marcelo Otavio Camargo Ramos pediu que a ação fosse julgada improcedente, argumentando que as declarações se referiam à liberdade de convicção e expressão.
Após a repercussão negativa, Monark foi demitido do podcast Flow, onde era apresentador. Em um vídeo, ele justificou suas falas alegando que estava "muito bêbado" no momento. Após a decisão do MP-SP, Monark expressou satisfação e agradeceu à Free Speech Union Brasil pelo apoio durante o processo.
O promotor ressaltou que o debate não tratava do apoio à ideologia nazista, mas sim sobre a liberdade de expressão. Ele também mencionou que Monark repudiou o nazismo antes das declarações, classificando a ideologia de forma negativa. Recentemente, Monark voltou a gerar polêmica ao sugerir que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, estava manipulando as eleições, resultando no bloqueio de suas redes sociais.





