As investigações sobre a morte do cão Orelha ainda levantam dúvidas. O Ministério Público de Santa Catarina aponta inconsistências no relatório policial e considera necessário esclarecer pontos cruciais.
Em 26 de janeiro, a delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal, indiciou por coação o pai do adolescente acusado de espancar o cão. O crime teria ocorrido em 13 de janeiro, no condomínio onde o adolescente mora, na Praia Brava, em Florianópolis. O porteiro, que atua como testemunha nas investigações, afirmou à polícia que o pai do menor o procurou, acompanhado de outro homem, para questioná-lo e ameaçá-lo.
“Compareceu ao local o pai do menor, acompanhado de um indivíduo vestindo uma camisa verde, que estava visivelmente alterado e com sinais de embriaguez”, afirma o relatório da polícia. “O pai do jovem abordou o depoente, colocando a mão em seu ombro com força, em tom intimidatório.” De acordo com a polícia, o porteiro viu um “volume na cintura” do homem que acompanhava o pai do adolescente no momento da abordagem.
O Ministério Público apresentou um documento no qual afirma que a abordagem foi motivada por conflitos pessoais, depois de o porteiro ter divulgado fotos dos adolescentes. Para o órgão, “os fatos revelam que o crime de coação e o de ameaça decorrem de conflitos pessoais, e não têm relação com a agressão ao cão Orelha ou outro animal da região”. O documento diz ainda que “os indiciados atuaram motivados por conflitos pessoais e pela repercussão das imagens dos adolescentes”. Segundo o MPSC, os adultos não tiveram intenção de interferir nas apurações sobre maus tratos.






