O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou neste domingo, 10, a deportação do militante brasileiro Thiago Ávila, juntamente com o palestino-espanhol Saif Abu Keshek. A ação ocorreu após ambos participarem de uma flotilha que tinha como destino a Faixa de Gaza e que foi interceptada pelas forças israelenses no final de abril.
O governo israelense descreveu a embarcação como uma "flotilha da provocação" em uma publicação nas redes sociais. Além disso, a pasta afirmou que as investigações foram concluídas e reafirmou a posição de Israel em não permitir qualquer violação do bloqueio marítimo imposto à Gaza.
A abordagem da embarcação ocorreu em águas internacionais, nas proximidades da ilha de Creta, na Grécia, após a flotilha ter partido de Catânia, na Itália, em 26 de abril. Ao todo, a operação envolveu 175 militantes de diversas nacionalidades. Enquanto Thiago Ávila e Abu Keshek foram levados para interrogatório, os demais integrantes foram liberados e retornaram à Grécia.
Um tribunal em Israel prorrogou a detenção dos dois até este domingo, 10, com a Corte de Beerseba rejeitando um recurso da defesa. Autoridades israelenses alegam que Thiago Ávila e Abu Keshek têm ligações com a Conferência Popular de Palestinos no Exterior, que é acusada pelos Estados Unidos de atuar em nome do grupo terrorista Hamas.
Além de Thiago Ávila, outros três brasileiros faziam parte da flotilha: Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thaiana Rogério. Amanda Marzall, também conhecida como Mandi Coelho, é pré-candidata a deputada federal por São Paulo e é associada ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado. Leandro Lanfredi ocupa cargos no Sindipetro-RJ e na Federação Nacional dos Petroleiros.
A Organização das Nações Unidas e os governos do Brasil e da Espanha solicitaram a liberação imediata dos militantes antes da deportação.







