⏳ Carregando previsão...
TOPO 01
TOPO 01

Maternidade ganha espaço entre atletas de alto rendimento no Brasil

A maternidade, antes vista como um tabu no esporte, agora é uma realidade para atletas brasileiras. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e outras entidades começam a...

A maternidade, um tema que por muito tempo foi considerado um tabu entre atletas de alto rendimento, começa a ser rompido no Brasil. Histórias como a de Isabel Salgado, que jogou até os seis meses de gestação, foram exceções em um cenário em que as mulheres frequentemente precisavam escolher entre a carreira esportiva e a maternidade. Atualmente, no entanto, ligas e confederações estão mudando seu posicionamento e oferecendo suporte às atletas que desejam conciliar essas duas realidades.

Um exemplo dessa mudança ocorreu com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que anunciou, no final de 2025, que passaria a custear as viagens de filhos de atletas em fase de amamentação. A atacante Ketlen Wiggers, do Santos, é uma das beneficiadas por essa iniciativa, tendo dado à luz ao seu filho Lucca em novembro de 2025. Apesar de ter continuado os treinos durante a gestação, Ketlen ainda não retornou aos jogos, mas já é um exemplo de como a maternidade está sendo integrada ao cotidiano das jogadoras.

Além de Ketlen, outras quatro atletas já utilizaram o benefício disponibilizado pela CBF: Florencia Soledad Jaimes, do Internacional; Angela Soares Neves, do Remo; Miriam Farias da Silva, do Itapuense; e Rosileide Gomes da Cunha, do Ypiranga. Essa mudança de postura representa um avanço significativo na inclusão de mães no cenário esportivo, permitindo que as jogadoras continuem suas carreiras sem abrir mão da maternidade.

No surfe, a medalhista olímpica Tati Weston-Weeb também exemplifica essa nova realidade. Ela deu à luz a sua primeira filha, Bia Rose, em fevereiro deste ano, durante um período sabático. Tati, mesmo grávida, participou de uma competição em 2025, demonstrando que a maternidade e a carreira não precisam ser mutuamente exclusivas. Sua participação no circuito mundial de surfe, realizada na Praia de Itaúna, em Saquarema (RJ), ilustra essa nova fase que as atletas estão vivendo.

Ainda que a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) não ofereça atualmente suporte específico para atletas-mães, como é o caso das jogadoras de futebol, a realidade nas diferentes modalidades esportivas está mudando. A ex-atleta Sarah Menezes, que deu à luz sua segunda filha em 2025, expressou gratidão à confederação, mesmo após sua demissão, que ocorreu meses após seu retorno da licença-maternidade. A CBJ esclareceu que essa decisão foi parte de uma reorganização interna e não um reflexo da maternidade.

A mudança nas políticas de apoio à maternidade no esporte reflete um movimento mais amplo pela igualdade de gênero e pelo reconhecimento de que ser mãe não é incompatível com a busca pela excelência profissional. As atitudes adotadas por entidades como a CBF e as histórias de atletas como Ketlen e Tati são exemplos de que a maternidade está se tornando cada vez mais parte da vida esportiva das mulheres brasileiras, promovendo uma transformação cultural necessária para o futuro do esporte.

Sugeridos:

PUBLICIDADE

LATERAL 01
LATERAL 01
LATERAL 01
LATERAL 01