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Maringá aposta em força ofensiva para conquistar título da Série C

O Dogão está a caminho de Araraquara, no interior paulista, para disputar a decisão do Campeonato Brasileiro da Série C de 2026, neste sábado, dia 24, às...


O Dogão está a caminho de Araraquara, no interior paulista, para disputar a decisão do Campeonato Brasileiro da Série C de 2026, neste sábado, dia 24, às 17h, o Dogão enfrenta a Ferroviária na Arena da Fonte Luminosa com a possibilidade de conquistar o primeiro título nacional de sua história. Depois do empate por 1 a 1 no jogo de ida, no Estádio Willie Davids, em Maringá, quem vencer fica com a taça. Se houver nova igualdade, a decisão será nos pênaltis.

As duas equipes já garantiram o acesso à Série B de 2027 e agora disputam o troféu para fechar a temporada. O Maringá chega à decisão com argumentos para acreditar na conquista: uma campanha consistente, alternativas ofensivas e um retrospecto favorável no confronto direto com o adversário paulista.

Em 26 partidas disputadas na Série C, considerando o primeiro jogo da final, o time paranaense soma 11 vitórias, nove empates e seis derrotas. Foram 39 gols marcados e 33 sofridos, com aproveitamento de 53,85%. O desempenho mostra uma equipe capaz de construir resultados, embora a defesa também tenha sido exigida ao longo da competição.

O técnico Ivan Campanari pretende manter a identidade ofensiva do Maringá na partida decisiva. Mesmo atuando fora de casa, o treinador afirmou que não planeja montar uma equipe excessivamente defensiva e quer aproveitar as oportunidades para buscar a vitória.

“Essa hora é tudo ou nada. Nesse último jogo, faltaram alguns detalhes, e é isso que vamos buscar para ser lá ofensivo, agressivo, ser o Maringá, para o torcedor ver esse time das últimas 10 rodadas presente”, declarou.

Ivan Campanari também destacou a necessidade de corrigir os erros apresentados na partida de ida e manter a confiança sem perder de vista a força do adversário.

“Está empatado, estamos felizes com a última partida que realizamos, mas sabemos que tem algo a melhorar. Se a gente encontrar isso na semana, pode surpreendê-los lá dentro. Pés no chão, com humildade e respeito, é uma grande equipe, mas sabendo valorizar tudo aquilo que nos trouxe até aqui”, afirmou.

A estratégia, segundo o treinador, também envolverá a leitura dos diferentes momentos da decisão. O Maringá poderá alternar a intensidade da pressão e a posse de bola conforme o andamento do confronto.

“Nesse momento, para nós, é saber jogar o jogo. Vou ser muito estratégico com algumas coisas, de dar a posse, para usufruir de outros momentos do jogo”, explicou.

A capacidade de distribuir os gols entre diferentes jogadores é outro ponto que pode favorecer o Maringá. Ronald Carvalho e Caíque Cálito lideram a artilharia da equipe na Série C, com seis gols cada. Gabriel Santos e Edson Negueba aparecem na sequência, com quatro gols.

Raí Natalino, Rafinha, Bruno Cheron e Adeílson marcaram duas vezes cada. Outros oito jogadores também balançaram as redes na campanha: Iago Santana, Danielzinho, Felipe Cardoso, Giovanni Gomez, Guilherme Pira, Kelvi Gomes, Paulinho e Lucas Bonifácio, todos com um gol.

A variedade de opções aumenta as possibilidades ofensivas da equipe e evita que a responsabilidade pela construção dos resultados fique concentrada em um único jogador. Em uma final equilibrada, a participação de diferentes atletas pode ser determinante.

Antes da decisão, Maringá e Ferroviária haviam se enfrentado cinco vezes, com três vitórias do clube paranaense, uma da equipe paulista e um empate. Após o 1 a 1 no jogo de ida, o histórico passou a contabilizar seis partidas: três vitórias do Dogão, uma da Locomotiva e dois empates.

No total, o Maringá marcou sete gols nesses confrontos, contra seis da Ferroviária. O retrospecto não garante vantagem na final, mas reforça que o time paranaense já conseguiu superar o adversário em outras ocasiões.

A campanha também representa mais um capítulo de uma trajetória que vem ganhando espaço no futebol estadual. O clube conquistou a Terceira Divisão paranaense em 2010, a Segunda Divisão em 2013 e 2017 e a Taça Federação Paranaense em 2015 e 2017. Além disso, foi vice-campeão estadual em 2014, 2022, 2024 e 2025.

Agora, o desafio é transformar a evolução recente em uma conquista nacional inédita.

A decisão também mobiliza os torcedores de Maringá. Segundo informações da assessoria do clube, cerca de 200 pessoas ou mais devem viajar para Araraquara para acompanhar a partida. A expectativa é de aproximadamente 15 mil torcedores na Arena da Fonte Luminosa.

A Ferroviária disponibilizou uma promoção com cinco mil ingressos, dos quais cerca de dois mil haviam sido vendidos antecipadamente até quarta-feira (21), conforme os dados divulgados.

O apoio da torcida pode representar um incentivo adicional para o Dogão, embora a equipe tenha de lidar com a pressão de decidir o título fora de casa.

Para a final, Campanari não poderá contar com Pedrinho, que sofreu uma fratura no tornozelo e segue em recuperação. Paulinho é dúvida, pois trata uma lesão na região posterior da coxa e já havia ficado fora de uma partida anterior pelo mesmo problema.

Uma provável escalação do Maringá tem Guilherme Neto; Jhow, Ronald, Wendel Lomar e Thiago Rosa; Adeílson, Lucas Bonifácio e Serginho; Ronald Camarão, Caíque Cálito e Negueba.

Com o acesso à Série B já assegurado, o Maringá chega à última partida da temporada diante da oportunidade de coroar a campanha com um título nacional. Para isso, precisará repetir a intensidade ofensiva que marcou seus melhores momentos, corrigir os detalhes apontados pelo treinador e superar a Ferroviária em seus domínios.

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Fonte:Paraná Jornal

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