Aos 42 anos, Marília Arraes é a nova candidata ao Senado por Pernambuco nas eleições de 2026, representando o PDT. Nascida no Recife em 12 de abril de 1984, ela possui formação em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e uma trajetória política que se inicia na juventude, com passagens significativas pelo Legislativo municipal e federal.
Marília Arraes vem de uma família com forte tradição política. Seu avô, Miguel Arraes, foi governador de Pernambuco Em três ocasiões, além de ter sido prefeito do Recife e deputado federal. A política é uma constante em sua vida, sendo também prima do ex-governador Eduardo Campos e do atual candidato ao governo de Pernambuco, João Campos.
A carreira política de Marília começou em 2008, quando foi eleita vereadora do Recife pelo PSB. Com apenas 24 anos, ela iniciou o primeiro de três mandatos consecutivos Na Câmara Municipal, onde se destacou em debates sobre políticas públicas e ocupou diversas funções na estrutura da casa. Em 2012, foi reeleita e, posteriormente, conquistou um terceiro mandato.
Entretanto, sua trajetória no PSB foi marcada por desavenças internas. Em 2016, após não conseguir viabilizar sua candidatura à Prefeitura do Recife, Marília deixou o partido e se filiou ao PT. Isso a levou a uma nova fase em sua carreira política.
Em 2018, Marília Arraes foi eleita deputada federal por Pernambuco, recebendo 193.108 votos. Na Câmara dos Deputados, tornou-se a única mulher da bancada pernambucana na 56ª Legislatura, integrando comissões importantes como as de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Dois anos depois, decidiu concorrer à Prefeitura do Recife. Na eleição de 2020, pelo PT, Marília saiu na frente no primeiro turno com 27,95% dos votos, mas foi derrotada no segundo turno por João Campos, que obteve 56,27% dos votos, enquanto ela ficou com 43,73%.
Em 2022, Marília Arraes voltou a se candidatar a um cargo majoritário, desta vez para o governo de Pernambuco. Filiada ao Solidariedade, ela liderou o primeiro turno com 1.175.651 votos, correspondendo a 23,97% dos votos válidos. Contudo, no segundo turno, enfrentou Raquel Lyra, do PSDB, e obteve 2.190.264 votos, o que equivale a 41,30%, mas não foi suficiente para vencer, já que Raquel conquistou 58,70% dos votos válidos.





