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María Corina Machado anuncia candidatura à presidência da Venezuela

Em coletiva na Cidade do Panamá, a líder da oposição, María Corina Machado, declarou sua intenção de concorrer às eleições presidenciais na Venezuela, enfatizando a importância de...
Foto: relogio

Neste sábado, 23 de maio de 2026, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, revelou em uma coletiva de imprensa realizada na Cidade do Panamá que será candidata nas próximas eleições presidenciais na Venezuela. Durante sua fala, ela mencionou a possibilidade de haver outros candidatos, expressando seu desejo de participar de um processo democrático amplo. Machado destacou que as eleições na Venezuela são parte de um plano de três fases proposto pelo governo dos Estados Unidos, com o objetivo de estabilizar o país.

"Queremos realizar uma eleição impecável", afirmou a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz. A respeito de seu retorno à Venezuela, María Corina Machado mencionou que está em diálogo com as autoridades americanas e que esse retorno será "coordenado" com o governo dos Estados Unidos, conforme já havia indicado em entrevistas anteriores. Ela ressaltou que as discussões incluem aspectos de segurança que influenciam seu retorno ao país.

Machado revelou que tem conversado com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre as condições que cercam sua volta, enfatizando que os Estados Unidos são aliados fundamentais nesse processo. "Meu retorno, assim como o de meus colegas, visa apoiar e fortalecer o plano apresentado pelo Secretário de Estado, preparando-nos para a quarta fase", declarou a líder da oposição, referindo-se à fase final que será dedicada à reconstrução da Venezuela.

O plano de três fases foi anunciado após a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por militares dos EUA em 3 de janeiro. Eles foram levados para Nova York, onde enfrentam acusações de tráfico de drogas, as quais negam. As fases do plano incluem estabilização, recuperação e transição, sendo que a transição de poder ocorrerá através de eleições democráticas, conforme delineado pelo governo dos EUA.

Rubio, em declarações na semana anterior, reiterou a intenção dos Estados Unidos de promover uma transição política na Venezuela após a deposição de Maduro, ressaltando que esse processo não deve ser apressado.

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