O ex-secretário da Casa Civil de Minas Gerais, Marcelo Aro, anunciou ao governador Mateus Simões (PSD) que está articulando sua candidatura ao Palácio Tiradentes. Esse movimento marca o rompimento de Aro com o grupo político liderado por Romeu Zema (Novo), que tem Simões como candidato à reeleição. Inicialmente, Aro visava uma candidatura ao Senado na chapa de Zema, mas a disputa pela segunda vaga com Carlos Viana (PSD) levou a divergências que culminaram na decisão de Aro.
A candidatura de Marcelo Aro, que já vinha sendo discutida nos bastidores, ganhou força após o Republicanos decidir não apoiar o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que liderava as pesquisas. Aro busca apoio de partidos como o Republicanos e o PL para fortalecer sua candidatura. O governador Mateus Simões comentou que Aro lhe informou sobre suas negociações, expressando que a insatisfação com a presença de Viana na chapa era um fator decisivo para sua nova trajetória política.
Aro, que foi aluno de Simões, gerou uma decepção ao romper com o projeto político do governador e de Zema, que o havia convidado para integrar o governo após sua derrota nas eleições para o Senado em 2022. Simões ressaltou que Aro estava “virando as costas” não apenas para seu projeto, mas também para o que Zema havia iniciado. O ex-secretário, no entanto, afirmou que sua candidatura ainda não é definitiva, dependendo da situação de Cleitinho Azevedo, que pretende conversar com Marcos Pereira, presidente do Republicanos.
Aro deixou o governo em abril, seguindo o prazo de desincompatibilização para quem deseja se candidatar. Mesmo após sua saída, ele manteve aliados em cargos na administração, como o secretário de Governo, Castellar Neto. A expectativa é que esses aliados solicitem exonerações, confirmando o distanciamento de Aro do governo.
Marcelo Aro iniciou sua trajetória política em 2012 como vereador em Belo Horizonte, sendo eleito deputado federal em 2014 e 2018. Após não conseguir se eleger senador, foi convidado por Zema a assumir um cargo no governo. Aro ainda possui influência significativa na política de Belo Horizonte, com um grupo de vereadores conhecido como “Família Aro”, além de um irmão que dirige a Federação Mineira de Futebol (FMF).







