Uma pesquisa de opinião encomendada pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox) revelou que 86% dos entrevistados apoiam a exigência de exame toxicológico para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B. Os dados foram divulgados na última sexta-feira (24) e foram coletados pelo Instituto Ipsos-Ipec, que ouviu 2 mil pessoas em 129 municípios do Brasil.
A inclusão do exame no Código de Trânsito Brasileiro é fruto da Lei nº 15.153/2025, que entrou em vigor em dezembro do ano passado. O Ministério dos Transportes informou que a implementação dessa exigência está em fase de estudos. As categorias A e B da CNH são necessárias para a condução de motocicletas, motonetas, ciclomotores, automóveis, utilitários e caminhonetes.
Desde 2015, o exame toxicológico já é uma exigência para motoristas profissionais que conduzem veículos das categorias C, D e E. A pesquisa mostrou que a aprovação do exame é alta em todas as regiões do país. Entre os dados coletados, destacam-se os seguintes percentuais de apoio: 88% no Norte e Centro-Oeste, 87% no Nordeste e 84% no Sudeste e Sul. Nas capitais, o apoio foi de 87%, enquanto nas periferias foi de 86%.
Ao analisar o apoio por gênero e escolaridade, a pesquisa revelou que 87% das mulheres e 85% dos homens são favoráveis ao exame. No que diz respeito ao nível de educação, 91% dos entrevistados com ensino superior apoiam a medida, assim como 88% dos que possuem ensino médio e 81% dos que têm ensino fundamental. A faixa etária com maior aprovação é a de 25 a 34 anos, com 88% de apoio, seguida pela faixa de 35 a 44 anos, com 87%.
Além disso, 68% dos participantes acreditam que a implementação do exame toxicológico contribuirá para o combate ao tráfico de drogas e à criminalidade. O exame, , não possui tolerância zero como a Lei Seca, e consegue detectar se o candidato à CNH acumulou nos últimos seis meses 500 picogramas de cocaína. Essa unidade de medida é extremamente pequena e utilizada em contextos científicos para detectar traços de substâncias tóxicas.
Liberbaum enfatizou que a presença de tal quantidade de substância implica em comprometimento das habilidades necessárias para dirigir, colocando em risco a segurança no trânsito. A pesquisa traz à tona a importância da questão da segurança viária e do impacto que o uso de substâncias psicoativas pode ter na condução de veículos, visando a redução de acidentes e crimes associados ao uso de drogas.






