O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, utilizou ironia em sua fala na terça-feira (21) para criticar as guerras ao redor do mundo e sugeriu que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deveria receber o Prêmio Nobel da Paz. Durante uma declaração à imprensa em Lisboa, ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, Lula afirmou que, , ele já teria encerrado oito guerras e ainda não foi agraciado com a honraria.
"Eu não sei se brincadeira ou não, o presidente Trump diz que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Então é importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí o mundo vai viver em paz tranquilamente", comentou o presidente brasileiro.
Essa declaração de Lula ocorreu em um contexto onde, no ano anterior, Trump havia enviado uma mensagem ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, após o comitê do Nobel decidir conceder o Prêmio da Paz à líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado. Na mensagem, Trump expressou que, na ausência do prêmio, não se sentia mais obrigado a priorizar a paz, embora essa sempre fosse uma prioridade para ele.
"Caro Jonas: Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por ter impedido mais de oito guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas na paz, embora ela sempre seja predominante, mas agora posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América", dizia a correspondência.
Além da ironia em relação a Trump, Lula aproveitou sua visita a Lisboa para criticar o Parlamento Europeu, que questiona judicialmente o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O presidente brasileiro defendeu que os setores agrícolas dos dois blocos são complementares e não devem ser vistos como concorrentes.
"Esse acordo começa a funcionar no dia 1º de maio, de forma provisória, porque o Parlamento Europeu entrou com um recurso na Justiça da União Europeia para tentar evitar, o que eu acho um erro, um equívoco muito grande do Parlamento Europeu", afirmou Lula, destacando a importância do acordo.





