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Lula planeja apresentar a Trump dados sobre redução do desmatamento na Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende enviar um relatório a Donald Trump, destacando a queda do desmatamento na Amazônia, em resposta às recentes tarifas impostas...

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que enviará ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um relatório contendo os dados mais recentes sobre a diminuição do desmatamento na Amazônia. Essa questão foi utilizada pelo governo norte-americano como justificativa para a imposição de tarifas de 25% sobre a importação de produtos do Brasil.

Lula enfatizou a importância de apresentar números concretos, afirmando: "Fiz questão de tirar fotografia dos números porque, para os Estados Unidos, nesse novo tarifaço que fizeram para o Brasil, um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump. Pra ele saber que quem o informou não informou sobre a verdade."

Esse posicionamento ocorre em um contexto de crescente tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Recentemente, o governo americano revogou o visto da embaixadora brasileira, Maria Luiza Ribeiro Viotti, o que acirrou ainda mais as relações bilaterais. Além disso, os EUA se referiram ao presidente brasileiro como “latino-americano frustrado” e acusaram o Brasil de não ter uma política eficaz contra a produção com trabalho forçado.

Um relatório divulgado na última sexta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que a Amazônia apresentou uma redução de 36,87% no desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, o menor índice desde 2016, quando teve início a série histórica de monitoramento.

Em resposta às tarifas, o governo de Lula optou por manter uma estratégia de negociação diplomática, adiando a aplicação da Lei da Reciprocidade. Apesar de essa medida estar em discussão no Palácio do Planalto, o governo acredita que uma resposta imediata poderia intensificar as tensões comerciais e abrir espaço para novas sanções por parte dos Estados Unidos.

Embora inicialmente houvesse a intenção de iniciar o procedimento previsto na legislação, Lula recuou nos últimos dias, priorizando a negociação como forma de resolver as divergências com os EUA.

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