A relação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump tem se intensificado com quatro encontros desde 2025, apesar das diferenças em seus mandatos. Lula, que governou o Brasil de 2003 a 2010, voltou à presidência em 2023, enquanto Trump, que ocupou a Casa Branca de 2017 a 2021, retornou ao cargo em 2025.
O primeiro encontro entre eles ocorreu em 23 de setembro de 2025, durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A reunião foi proposta por Trump em um contexto de tensões comerciais, mas o presidente americano descreveu Lula como “um homem muito agradável” durante seu discurso na assembleia.
Em 26 de outubro de 2025, ambos se reuniram novamente em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a 47ª Cúpula da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático). Este encontro, que durou cerca de 50 minutos, possibilitou aos presidentes discutir a redução das tarifas comerciais impostas por Trump sobre produtos brasileiros. Na ocasião, Trump expressou sua admiração pela trajetória política de Lula.
As comunicações entre os líderes também se deram por meio de ligações. Em 6 de outubro de 2025, Lula fez uma solicitação formal para o fim das sobretaxas de 40% sobre produtos industriais brasileiros. Trump avaliou a conversa como “ótima”, ressaltando que o diálogo se concentrou em economia e comércio liberal, e prometeu um encontro presencial.
Em 2 de dezembro de 2025, Lula contatou Trump novamente, elogiando a retirada da sobretaxa de 40% sobre itens como café, carnes e frutas. No entanto, o presidente brasileiro pediu agilidade nas negociações para a redução da tarifa de 22% sobre exportações brasileiras. Durante a chamada, que durou aproximadamente 40 minutos, também discutiram estratégias de cooperação contra o crime organizado, com Lula sugerindo o uso de dados de inteligência em vez de armas.
Nesta quinta-feira (7), os presidentes se reunirão presencialmente na Casa Branca, Em Washington. O encontro, que deve seguir um formato mais direto e menos protocolar, irá se concentrar em resultados concretos. Interlocutores próximos à Casa Branca indicam que os principais interesses dos EUA incluem minerais estratégicos, especialmente terras raras, que são essenciais para setores como defesa e tecnologia.







