O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou sua posição contrária às apostas online no Brasil. Em um discurso realizado na quinta-feira (8/10), Lula fez um apelo aos clubes que criticam a proibição das casas de apostas, questionando por que ainda não se transformaram em Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs).
"Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?", indagou o presidente. Lula destacou que a facilidade das apostas por meio do celular não deve ser uma justificativa para a falta de inovação nos clubes.
Durante a 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, equipes ligadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) publicaram um manifesto se opondo à Medida Provisória (MP). O Flamengo, por sua vez, expressou sua posição ao exibir a frase “Proibir não é proteger” em seu uniforme durante o empate contra o Santos.
Lula também comentou sobre as apostas, afirmando que elas se tornaram um problema para a população mais vulnerável. "Eu sei que tem algumas pessoas incomodadas que nós acabamos com as bets. E nós temos que dizer, em alto e bom som, que as bets viraram neste país uma desgraça para o povo pobre", declarou.
O presidente argumentou que os clubes não têm razão ao afirmar que o futebol está em risco por conta da proibição das apostas. Ele lembrou que o Brasil conquistou cinco Copas do Mundo antes da popularização das apostas e que grandes clubes como Flamengo e São Paulo foram campeões sem a dependência desse modelo.
Lula criticou ainda a pressão sobre os torcedores, que já gastam com ingressos e produtos do clube, e que agora são incentivados a apostar para financiar o futebol. Ele enfatizou que os clubes devem se adaptar e se profissionalizar, afirmando que precisam se transformar em empresas para que o futebol funcione de forma eficiente, como acontece em diversas partes do mundo.





