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Lula condiciona aprovação de embaixador dos EUA a eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que o Brasil só aceitará o novo embaixador dos EUA após as eleições de outubro. Ele questionou a motivação...

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), declarou nesta sexta-feira (14) que o governo brasileiro só dará o aval para a indicação do novo embaixador dos Estados Unidos após as eleições marcadas para outubro. Durante uma entrevista em um podcast, Lula levantou questões sobre a intenção dos EUA ao enviar um novo embaixador às vésperas das eleições presidenciais no Brasil.

"Ouvi dizer que eles queriam mandar duas pessoas para vir para cá para estudar as urnas, e nós não demos o visto. Agora, querem que eu apressadamente aceite o embaixador deles. Mas, agora, só vamos aceitar depois das eleições", disse o presidente.

O indicado para a embaixada americana no Brasil é Daniel Perez, escolhido pelo governo anterior de Donald Trump em junho deste ano e aprovado pelo Senado dos Estados Unidos na última semana, em 7 de agosto. Essa situação ocorre em um contexto de crise diplomática entre Brasil e EUA, caracterizada por tarifas de exportação sobre produtos brasileiros e a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington.

Lula ainda questionou a relevância do embaixador americano para o Brasil, indagando: "Se o embaixador dos EUA é importante para o Brasil, por que eles ficaram um ano e seis meses sem mandar embaixador para cá? E por que só agora, faltando 45 dias para as eleições, eles querem mandar?".

Apesar das tensões, Lula enfatizou que busca manter uma boa relação diplomática com os Estados Unidos e resolver as pendências atuais. "Não precisamos brigar. Não quero guerra. Quero discutir [as questões] com seriedade. O Brasil quer ter uma boa relação com os Estados Unidos", afirmou o presidente.

Lula também expressou suas dúvidas sobre se as recentes medidas contra o Brasil são diretamente responsabilidade do presidente americano, sugerindo que o secretário de Estado, Marco Rubio, poderia ser um dos responsáveis pelas sanções. A relação entre os dois países se complica ainda mais com o anúncio do governo brasileiro sobre a aplicação da Lei de Reciprocidade, que visa responder às tarifas de importação de 25% que os Estados Unidos impuseram aos produtos brasileiros.

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