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Lula afirma que Lulinha deve prestar contas à Polícia Federal

Durante uma reunião em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou que seu filho, Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, terá de...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante um encontro de campanha nesta quarta-feira (19) em São Paulo, afirmou que seu filho, Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, deve prestar esclarecimentos às autoridades sobre as investigações conduzidas pela Polícia Federal. Lula destacou que Lulinha deverá responder a todos os questionamentos sempre que for convocado, enfatizando que não interferirá nas apurações nem buscará tratamento diferenciado para o filho.

Atualmente, três inquéritos estão em andamento contra Lulinha, investigando supostos crimes de corrupção e tráfico de influência. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa do filho do presidente e coordenador da campanha em São Paulo, participou da reunião ao lado do ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo paulista, Fernando Haddad, assim como outros membros da equipe do PT.

Embora a questão de Lulinha não estivesse na pauta inicial do encontro, Carvalho mencionou que o assunto foi abordado brevemente, sem entrar em detalhes sobre estratégias jurídicas ou medidas específicas referentes aos inquéritos. "Essa não era a ideia. O presidente não fala sobre isso comigo, e eu tenho sigilo profissional e também não pretendo falar com ele sobre isso", declarou Carvalho, ressaltando que sua defesa será feita de forma transparente.

O advogado reiterou que o esclarecimento das dúvidas que possam surgir é de interesse de Lulinha, mais do que de qualquer outra pessoa, em razão de sua atividade pessoal e profissional. Essa abordagem reflete a intenção de Carvalho de manter a defesa do cliente clara e objetiva, sem envolvê-lo em discussões diretas sobre o caso.

As investigações em questão não são novas. Em julho, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de um segundo inquérito para investigar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha e a 3Structure It Ltda, especialmente em negociações com a Dataprev e outros órgãos do governo federal. Há indícios de irregularidades na relação entre Lulinha e Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure It.

Além de Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger, que é amiga do filho do presidente, também está sendo investigada. Ela recebeu um pagamento de R$ 150 mil de Lulinha, conforme um relatório sigiloso da PF. Ambos são alvo de investigações por supostos crimes de corrupção e tráfico de influência, que envolvem o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o favorecimento de uma empresa de canabidiol junto ao Ministério da Saúde, originando a primeira investigação no Supremo Tribunal Federal.

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