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Leonardo Jardim reconhece desempenho abaixo do esperado do Flamengo e elogia apoio da torcida

Após o empate em 1 a 1 contra o Independiente del Valle, Leonardo Jardim ressaltou a importância da torcida e reconheceu que o Flamengo não teve bom...

O Flamengo empatou em 1 a 1 com o Independiente del Valle na noite de quinta-feira (17), no Maracanã, em um jogo em que o técnico Leonardo Jardim admitiu que a equipe não apresentou o rendimento esperado. Apesar do resultado insatisfatório, o time carioca garantiu a classificação para a semifinal da Copa Libertadores, após vencer o duelo de ida por 2 a 0.

Em coletiva de imprensa, Jardim mencionou que o desempenho da partida serviu como um alerta para os próximos desafios na competição continental. Ele destacou a importância do apoio da torcida, especialmente após a expulsão de Jorginho, que deixou o Flamengo com um jogador a menos durante a segunda metade do confronto. O treinador enfatizou que a energia vinda das arquibancadas foi crucial para a equipe buscar o gol que garantiu a classificação.

"O adversário acabou por fazer um gol, e esse gol originou uma fragilidade e uma motivação maior para eles. Mas a equipe conseguiu controlar em todos os números do jogo: finalizações, posse de bola. Acabamos por ser superiores, mesmo jogando com dez mais um. Por que eu vou dizer dez mais um? Porque a torcida foi fantástica. O Jorginho saiu, mas entrou o décimo segundo jogador, que foi a torcida. A gente até nem sentia falta dele", afirmou Jardim.

Além das dificuldades em campo, o técnico também criticou as condições do gramado do Maracanã, que, segundo ele, impactaram o estilo de jogo do Flamengo. Jardim ressaltou que a irregularidade do piso dificultou a velocidade das jogadas, especialmente diante da marcação compacta do time equatoriano. "Não fizemos o melhor jogo da época. Tivemos alguns duelos que devíamos ter ganho e não ganhamos. O relvado não nos ajuda", acrescentou.

Ao explicar a formação inicial da equipe, Jardim falou sobre a escolha de Lucas Paquetá para o setor de armação central, visando a imposição física. Contudo, essa estratégia exigiu mudanças rápidas no segundo tempo, quando o talento de Arrascaeta se destacou e foi fundamental para a equipe.

"A nossa ideia, como sabíamos que eles vinham um pouco mais agressivos, era usar o Paquetá ali, porque entendíamos que ele podia nos ajudar mais nos duelos, nas segundas bolas e na entrada da área. Acabou por não acontecer. O que acontece é que não funcionou, e ele também não fez um jogo à sua dimensão. Na segunda parte, com o jogo mais pausado, arriscamos com o Arrascaeta", detalhou o treinador.

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