O Tribunal de Beerseba, em Israel, decidiu que os militantes Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, espanhol-palestino, permanecerão detidos até o próximo domingo, dia 10. A informação foi confirmada pela advogada Hadeel Abu Salih à agência AFP após a negativa do recurso de defesa apresentado.
Os dois foram capturados no dia 30 de agosto, enquanto participavam de uma flotilha com destino a Gaza, na costa de Creta. Após a abordagem, as forças israelenses os levaram para interrogatório, enquanto outros membros da tripulação foram liberados na Grécia.
A ONG israelense Adalah, que atua na defesa de Ávila e Abu Keshek, denunciou que os militantes estão sendo mantidos em isolamento total. Relatos indicam que as celas estão sempre iluminadas e que, durante transferências, os olhos dos detidos são vendados, inclusive em consultas médicas. Essa situação é interpretada como maus-tratos pela defesa.
As autoridades israelenses, por sua vez, rejeitam as alegações de abuso e, até o momento, não formalizaram qualquer acusação contra os detidos. Durante a audiência, ambos compareceram utilizando tornozeleiras de contenção, conforme informado pela defesa.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel alega que os militantes têm vínculos com a Conferência Popular de Palestinos no Exterior, enquanto Os Estados Unidos acusam o grupo de agir em nome do Hamas, considerado um grupo terrorista.
A situação gerou reações internacionais. Organizações globais, além dos governos da Espanha e do Brasil, assim como a Organização das Nações Unidas (ONU), clamaram pela liberação imediata dos militantes. O porta-voz de direitos humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, reiterou o pedido por liberdade "imediata e incondicional" para a dupla, conforme declaração à AFP.







