O juiz federal Paulo André Manfredini decidiu a suspensão do projeto de instalação de uma tirolesa no Pão de Açúcar, um conhecido ponto turístico carioca. O projeto enfrentava forte oposição de ambientalistas e moradores, levando a questionamentos judiciais após autorizações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A decisão do magistrado invalidou todos os atos administrativos do Iphan relacionados à tirolesa, além de fixar uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais a ser paga solidariamente pelo instituto e pela empresa responsável. O projeto previa a instalação de quatro linhas de tirolesa ligando o Pão de Açúcar ao Morro da Urca, mas a falta de justificativa adequada e a ausência de um debate público amplo foram apontadas como razões para a suspensão.
Manfredini também determinou que a empresa responsável apresente um plano de recuperação da área afetada em até dois meses. O Ministério Público apontou que a companhia realizou intervenções na rocha sem a autorização do Iphan entre setembro de 2022 e fevereiro de 2023.
Com mais de 1,6 milhão de visitantes anualmente, o Pão de Açúcar é reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 2012. A expectativa é de que a empresa busque recorrer da decisão judicial. Críticos do projeto também destacaram os riscos à flora e fauna locais.








