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Jovem é morta a facadas pelo “ex” em frente de casa

Uma mãe de duas crianças, de 23 anos, foi morta a facadas na manhã de domingo, dia 25 de outubro, em frente à própria casa, em Campina...


Uma mãe de duas crianças, de 23 anos, foi morta a facadas na manhã de domingo, dia 25 de outubro, em frente à própria casa, em Campina Grande do Sul, cidade da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Wendi Kauane Jacinto de Paula retornava de uma casa noturna na capital quando foi atacada pelo ex-companheiro, que, segundo a PC-PR (Polícia Civil do Paraná), não aceitava o fim do relacionamento. O caso é investigado como feminicídio.

O crime ocorreu por volta das 5h20, na Rua Darvil José Caron. Wendi estava dentro de um carro com um homem com quem também já havia se relacionado, mas que mantinha uma relação de amizade com ela. O motorista havia oferecido carona após um desentendimento entre a jovem e o suspeito durante a noite.

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De acordo com o delegado Donizete Gordiano, responsável pela investigação, o suspeito chegou antes à residência e ficou escondido no terreno, à espera de Wendi. Quando o veículo estacionou, ele se aproximou e golpeou a jovem diversas vezes com uma faca, que teria retirado da cozinha da casa. O motorista conseguiu fugir para pedir ajuda.

Wendi foi socorrida e encaminhada ao Hospital Angelina Caron, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a polícia, Wendi e o suspeito tiveram um relacionamento breve, cerca de dois meses antes do crime. Em agosto, ela teria informado que não queria continuar o namoro, embora aceitasse manter uma amizade. Conforme o delegado, o homem reagiu de forma agressiva à decisão e chegou a quebrar o celular da jovem. Apesar disso, os dois continuaram em contato.

Na noite anterior ao assassinato, eles foram a uma casa noturna na Avenida das Torres, em Curitiba. Durante a festa, houve um desentendimento, e Wendi pediu ajuda aos seguranças do estabelecimento. O suspeito teria sido retirado do local.

Com receio da reação do ex-companheiro, ela pediu carona ao outro ex-parceiro. Os dois seguiram para Campina Grande do Sul e fizeram uma parada para comer antes de chegar à residência.

Familiares disseram que Wendi já havia explicado ao suspeito que não pretendia retomar um relacionamento amoroso. O primo da jovem, Carlos Henrique, afirmou que ela havia sido direta sobre as intenções.

“Ela falou para ele na cara dele que não era para se iludir, porque ela nunca ia ficar com ele e nunca ia ter nada com ele. Só era amizade”, relatou.

A avó, Elza, também afirmou que o homem não aceitava a rejeição. “Ele não queria só amizade. Ela não quis, e ele não aceitou o não”, disse.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram o suspeito correndo após o ataque. A investigação aponta que ele teria fugido do terreno da residência e, depois, procurado a irmã.

Conforme o relato prestado por ela à polícia, o homem chegou ensanguentado, usando roupas diferentes das que apareciam nas gravações, e disse que havia feito uma “besteira”. Os investigadores apuram se ele trocou de roupa durante a fuga e onde está a faca utilizada no crime.

A PC-PR realiza diligências para localizar o suspeito e esclarecer a dinâmica do assassinato. Até a última atualização divulgada pelo delegado, ele ainda não havia sido encontrado.

Wendi era mãe de duas crianças: um menino de cinco anos e uma menina que está prestes a completar dois anos. A família pede que o suspeito seja localizado e responsabilizado.

“A gente quer que a Justiça corra atrás e pegue ele, para ele não fazer mais vítimas”, afirmou a avó.

O caso é tratado inicialmente como feminicídio, com suspeita de motivação relacionada à não aceitação do fim do relacionamento e à rejeição da vítima.

O delegado Donizete Gordiano informou que questões relacionadas à prisão preventiva do investigado foram encaminhadas ao Poder Judiciário.

Como o crime ocorreu no domingo do segundo turno das eleições, o delegado mencionou a restrição legal à prisão de eleitores durante o período eleitoral. A regra, prevista no Código Eleitoral, estabelece limitações nos cinco dias anteriores e nas 48 horas posteriores à votação, mas prevê exceções, como prisão em flagrante e outras hipóteses legais.

A restrição não impede a investigação nem significa que o suspeito esteja livre de responsabilização. A eventual execução de um mandado depende das condições previstas em lei e da decisão judicial.

Em nota, a Polícia Civil informou que segue com as diligências para esclarecer o caso e localizar o investigado.

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