Hector Bello, zagueiro de 28 anos, vive um momento de dor e tragédia após a morte de sua esposa em decorrência dos recentes terremotos que afetaram a Venezuela. O desabamento do prédio onde ela estava localizado na região de La Guaira resultou na fatalidade. Felizmente, a filha do casal, ainda bebê, foi resgatada com vida entre os escombros.
O jogador, que não está vinculado a nenhum clube desde o início deste ano, comunicou a tragédia nas redes sociais. A última equipe em que atuou foi o Bolivar, da Venezuela, com contrato que se estendeu até 2025. A carreira de Hector Bello se desenvolveu majoritariamente no futebol venezuelano, com passagens por clubes como Zulia, Estudiantes de Caracas e Ciudad Vinotinto, além de retornar ao Zulia até 2021, e jogar pelo Rayo Zuliano, Marítimo e Bolivar.
Outro atleta que também enfrenta uma situação angustiante é Lucas Trejo, jogador argentino que atua pelo Sport Club Marítimo. Na quinta-feira (25), ele fez um apelo nas redes sociais em busca de notícias de sua família, que desapareceu após o desabamento de seu prédio em Praia Grande, também na Venezuela. Trejo, de 38 anos, expressou esperança de que seus filhos e a companheira, Yanina Maranella, não estivessem no local no momento do acidente.
Os terremotos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, foram considerados os mais devastadores registrados na Venezuela nos últimos 100 anos, conforme informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). As consequências foram severas, resultando em prédios desmoronados Em Caracas e outras cidades, além de um estado de emergência declarado pelo governo local.
De acordo com relatos, os tremores foram sentidos em várias regiões, incluindo a Colômbia e partes do Brasil, nos estados do Amazonas, Amapá, Pará e Roraima. Em Belém e Macapá, prédios foram evacuados como medida de precaução. A área de La Guaíra, onde Praia Grande está situada, foi uma das mais impactadas pela catástrofe.
Além dos danos estruturais, muitos locais Em Caracas enfrentaram cortes de energia elétrica e falhas na comunicação, dificultando o contato com pessoas desaparecidas. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal aeroporto do país, foi fechado, e os serviços de transporte público, como metrô e gás natural, foram suspensos. As escolas foram transformadas em abrigos e centros de doações para os afetados pela tragédia.







