O Ministério das Relações Exteriores (MRE) comunicou que uma visita do assessor de Donald Trump Darren Beattie com o ex-presidente Jair Bolsonaro pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro.
Isso ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes solicitar mais detalhes sobre a finalidade da agenda do assessor de Trump no Brasil. O MRE informou que o visto de entrada foi concedido com base em pedido que indicava a participação do funcionário do Departamento de Estado em evento para promover as relações bilaterais e em reuniões oficiais.
O princípio da não-intervenção, como norma convencional, vincula o Brasil e os Estados Unidos da América e está expresso na Constituição Federal Brasileira. O MRE informou que não havia, até 11 de março, qualquer agenda diplomática previamente registrada no âmbito do Ministério das Relações Exteriores envolvendo o Sr. Darren Beattie.
O pedido de visita ao ex-Presidente não se enquadra nos objetivos oficialmente comunicados pelo Departamento de Estado. Os advogados de Bolsonaro protocolaram um pedido para remarcar a visita para segunda-feira (16) ou terça-feira (17), afirmando que o assessor já possui agendas no Brasil que não podem ser remarcadas.






