Enio José Verri, que ocupa o cargo de diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, revelou que as conversas relativas ao Anexo C do Tratado de Itaipu entre Brasil e Paraguai estão avançando. A expectativa é de que a tarifa de energia gerada pela usina, uma das maiores do mundo, seja reduzida a partir de 2027.
Durante uma entrevista na sede da empresa, em Foz do Iguaçu, Verri afirmou que até dezembro de 2026 será possível anunciar a nova tarifa, que poderá ser aplicada já em 2027. Ele destacou que a usina deve ter a menor tarifa do país no próximo ano.
Em 2024, foi firmada uma ata entre Brasil e Paraguai que estabelece que a nova tarifa considerará apenas os custos operacionais da usina, variando entre US$ 10 e US$ 12 por quilowatt/mês. O atual Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade (Cuse) de Itaipu, que vai de 2024 a 2026, foi definido em US$ 19,28 kW/mês, de acordo com o que foi aprovado pelo Conselho de Administração.
Entretanto, a tarifa atualmente cobrada pelo Brasil é de US$ 17,66 kW/mês, possibilitada por um investimento adicional de US$ 285 milhões de Itaipu, que visa garantir a modicidade tarifária. Esta estrutura tarifária foi estabelecida por um acordo temporário e se manterá até o final de dezembro de 2026, momento em que uma nova modelagem tarifária será definida.
O Tratado de Itaipu, assinado em 1973, prevê uma revisão do Anexo C após 50 anos, o que inclui a definição das bases financeiras da usina e as regras para a precificação dos Serviços de Eletricidade. Além disso, Verri mencionou a necessidade de estudos para aumentar a produtividade das unidades geradoras, considerando os avanços científicos desde a construção das usinas.
Por fim, o diretor da Itaipu destacou que um estudo internacional será licitado para investigar a possibilidade de aumento na produção de energia, devido às novas tecnologias disponíveis na área.





