As forças militares de Israel realizaram uma operação de alta precisão em Teerã, resultando na eliminação do general Gholamreza Soleimani. O oficial era o comandante do Basij, uma milícia de voluntários que atua na repressão do regime islâmico. O comunicado oficial detalha que a operação contou com suporte de inteligência avançada e ocorre em um contexto de intensificação das ações preventivas israelenses contra os Guardiões da Revolução do Irã.
O Basij, fundado por Ruhollah Khomeini na década de 1970, serve como a linha de frente do controle social do regime, recrutando integrantes em regiões empobrecidas e conservadoras. O grupo é conhecido por seu histórico de violência, incluindo a utilização de civis na guerra contra o Iraque e ações repressivas contra dissidentes e manifestantes.
Além de Soleimani, Israel também atacou Ali Larijani, uma figura importante do Conselho Supremo de Segurança do Irã. As informações indicam que o bombardeio teve como alvo o conselheiro, mas a confirmação sobre o resultado dessa ação ainda está em avaliação. O chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, destacou que as operações atingiram componentes fundamentais da estrutura de coerção estatal iraniana.
O Basij enfrenta sanções dos Estados Unidos devido a violações de direitos humanos e ao recrutamento de crianças. Com a eliminação de Soleimani, o regime iraniano perde um de seus principais estrategistas, impactando sua capacidade de mobilização interna.






